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3 de Abril de 2020

Por trás de muita mãe guerreira há um pai alienado

Lelyan Guimarães Amancio, Advogado
há 7 meses

Não se engane. Sabe aquela mãe guerreira que cria o filho sozinha? É a mesma que descumpre uma após outra as decisões judiciais que determinam a convivência entre o pai e os filhos.

Muitas "justificam" que o pai não presta, e se escondem atrás do segredo de justiça dos processos. (que é apenas a desculpa perfeita, já que dificilmente serão descobertas, justamente por isso)

Não alimente essa insanidade. Se não tem certeza, não tem como ouvir a outra parte, se não tem como saber o que realmente acontece, cale-se.

Alienador parental busca aprovação e essa aprovação é uma de suas maiores forças, pois reforça e imagem negativa que vai sendo construída na cabeça dos filhos em relação a esse pai "ausente".

Não é raro vermos, nas redes sociais filhos "marcados" nesse tipo de postagem vendo a enxurrada solidária de comentários negativos direcionados a um pai desalmado que os solidários à luta da mãe guerreira se quer conhecem.

Não seja irresponsável a esse ponto. Se não pode ajudar não atrapalhe. Cale-se, guarde seu comentário, sua opinião para você e para os seus.

É importante lembrar que bom pai/mãe ou pai/mãe ruim é (na maioria das vezes) uma ideia que um adulto faz do outro, por razões que só dizem respeito e só fazem sentido para o adulto que pensa e não necessariamente terão o mesmo significado, o mesmo impacto para os filhos.

É necessário que tenhamos em mente que o pai ou mãe do seu filho é o que é, e ponto. E é (por mais que você negue aceitar isso) exatamente aquilo de que o seu filho precisa, logo, seu papel é ensiná-lo (s) a lidar com o que de bom ou ruim possa decorrer disso, e não mostrar quão ruim (ou bom) esse pai ou mãe é.

Pais e mãe são antes, educadores para a vida. Pense nisso. Pense no seu papel Do contrário, se seu (s) filho (s) não for "vítima" do pai/mãe ruim que tem, certamente será vítima de você.Pense nisso.

1 Comentário

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Excelente percepção!
A palavra de ordem é: não vitimize, não condene, não generalize!
Lembrei dos personagens de Jorge Amado do ciclo do cacau em que, quando morriam, se perguntavam se havia sido de morte morrida ou morte matada!
O pai é considerado, na maioria das vezes, como alienígena (ausente) e raramente alienado (parentalmente). Por sua vez a mãe sempre tida como a batalhadora, guerreira, que criou sozinha os filhos, raramente admitindo que excluiu o pai da vida dos menores.
Tão importante quanto não julgar é o não generalizar.
Enquanto existe o pai herói existe também o "paiaço"; enquanto existe a mãezona existe também a mãezela... continuar lendo